Amanhã, 21 de Outubro de 2015, é a data que Marty McFly chegou ao futuro, em De Volta Para o Futuro 2. Esse futuro, imaginado em 1985 por Robert Zemeckis difere em muitas formas do presente que nos encontramos hoje. E de fato, esse não é o futuro que eu imaginava encontrar, alguns anos atrás. Não pela ausência de carros voadores, ou do hoverboard, ou dos tênis com ~Power Laces~.
A ausência que faz falta hoje - perdoem a redundância - não me é exclusiva. Definitivamente não sou o único que sinto falta de alguém que se foi cedo demais. No entanto, a dor pra mim é única. Única e grande e sufocante e pesada o suficiente pra conseguir apagar, por alguns instantes, a presença de qualquer outro pensamento, e impedir a vida de seguir.
Como eu gostaria que o Doc Brown batesse na minha porta, anunciando a invenção do capacitor de fluxo, me dando a oportunidade de ir para qualquer momento - sim, "qualquer momento", não "qualquer lugar". (O pior dano que a viagem no tempo causa é à gramática... se torna impossível utilizar os advérbios corretamente). Eu não pensaria duas vezes, a data tantas vezes lembrada seria facilmente inserida no console do DeLorean e em alguns instantes eu estaria infrutiferamente tentando alterar o desenlace dos eventos daquele fatídico dia.
Mas sabemos que o tempo flui apenas em um sentido, e mesmo que a viagem temporal fosse possível, a realidade é muito mais complexa para que a alteração de um simples evento pudesse mudar as trevas presentes em uma vida toda.
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